GUERRA NO IRÃO: HOUTHIS SÃO BOMBARDEADOS NO IÉMEN E ATAQUES A AEROPORTOS SAUDITAS DEIXAM FERIDOS

scalada do conflito provoca novos ataques no Iémen, enquanto aeroportos de Jazan e Najran, na Arábia Saudita, são atingidos.

A situação no Médio Oriente registou uma nova escalada nesta terça-feira, 6 de outubro, com ataques contra posições dos Houthis no Iémen e ofensivas contra aeroportos na Arábia Saudita.
Segundo as informações divulgadas pela Al Jazeera, os aeroportos de Jazan e Najran, próximos da fronteira com o Iémen, foram atacados. Foram registados feridos e danos materiais.

Em resposta, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita lançou uma série de ataques aéreos contra posições e locais de armazenamento de armas dos Houthis no Iémen.

O Exército do Governo do Iémen, internacionalmente reconhecido, afirma ter recuperado o controlo da cidade portuária estratégica de Mocha e lançado uma grande contraofensiva para retirar os Houthis de posições importantes próximas do estreito de Bab al-Mandeb.

Um especialista em estratégia e segurança do Médio Oriente, Talha Abdulrazaq, citado pela Al Jazeera, afirmou que a geografia montanhosa do Iémen contribuiu para os avanços dos Houthis, dificultando as operações aéreas contra as suas posições.


Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais de 130 mil pessoas foram deslocadas dentro do Iémen desde o início de agosto devido aos combates entre as forças do governo internacionalmente reconhecido e os Houthis.

A agência acrescentou que cerca de 3.700 pessoas fugiram para o Djibouti desde 10 de setembro.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) citados pela Al Jazeera indicam ainda 959 mortos e 4.207 feridos no Iémen entre 6 de agosto e 2 de outubro.

O relatório da OMS aponta também para um aumento dos casos de cólera, que terão triplicado em três semanas, com a maioria dos casos recentes registados nas cinco províncias que acolhem o maior número de pessoas deslocadas.

A evolução dos combates no Iémen, os ataques na Arábia Saudita e a situação humanitária continuam a ser acompanhados pelas autoridades e organizações internacionais.



JornalBetegb

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