KABI DESTACA UNIÃO DE VÁRIOS INTERVENIENTES NO REGRESSO DOS JOVENS FUTEBOLISTAS GUINEENSES RETIDOS NO DUBAI

Agente FIFA e fundador da Academia Fidjus di Bideras afirma que o sucesso da operação resultou do esforço conjunto de dirigentes, ativistas, jornalistas e parceiros do Al Ain FC.

Bissau, 21 de junho de 2026
O agente FIFA e empresário desportivo Adilé Domingos Sebastião “Kabi” reagiu publicamente ao regresso dos cinco jovens futebolistas guineenses que se encontravam em situação de vulnerabilidade nos Emirados Árabes Unidos, destacando que a resolução do caso foi resultado de um esforço coletivo e não de uma ação individual.

Numa publicação feita na sua página oficial, Kabi agradeceu a todos os que contribuíram para a solução do problema, sublinhando que a sua intervenção decorreu do compromisso que mantém com o desenvolvimento do futebol guineense e com a proteção dos jovens atletas.
Segundo explicou, após tomar conhecimento da situação através de vídeos divulgados nas redes sociais, contactou imediatamente os seus parceiros do Al Ain FC, solicitando apoio para que os jogadores não permanecessem abandonados em Dubai.

O empresário fez questão de destacar o papel desempenhado por Abulai Mané, presidente da Associação dos Guineenses Residentes nos Emirados Árabes Unidos, que acolheu e prestou assistência aos atletas durante o período mais difícil. Kabi agradeceu igualmente aos ativistas digitais, jornalistas e cidadãos que ajudaram a divulgar o caso e mobilizaram a opinião pública.

Na sua mensagem, dirigiu um agradecimento especial a Maiga Injai, Malam Metá Dabó e Abdu Mane, entre outras personalidades que acompanharam o processo.

Informações ligadas ao processo indicam que, para viabilizar o regresso dos atletas, foi necessário regularizar a situação migratória dos jogadores junto das autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Os atletas terão sido alvo de uma multa acumulada devido ao vencimento do prazo legal de permanência no país, situação que exigiu o pagamento de aproximadamente dois milhões de francos CFA.
Além dos bilhetes de avião disponibilizados pelo Al Ain FC, cada um dos cinco jogadores terá recebido um apoio financeiro de cerca de mil dirhams, concedido pelo clube emiradense para facilitar o regresso e as despesas imediatas dos atletas.

Kabi aproveitou ainda a ocasião para defender uma maior união entre clubes, dirigentes, agentes, jornalistas, ativistas e membros da diáspora, afirmando que o futuro do futebol guineense depende da capacidade de todos trabalharem em conjunto.
Atualmente, a Academia Fidjus di Bideras, fundada por Adilé Domingos Sebastião, conta com 16 jogadores guineenses integrados em clubes nos Emirados Árabes Unidos. Parte destes atletas encontra-se de férias na Guiné-Bissau, enquanto outros prosseguem a sua formação e carreira desportiva naquele país.

O caso dos cinco jovens futebolistas serviu de alerta para os riscos associados a falsas promessas no futebol internacional e reforçou a necessidade de maior acompanhamento e proteção dos atletas guineenses que procuram oportunidades no exterior.

JornalBetegb

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