Falta de cobertura das operadoras obriga população da tabanca, no setor de Sonaco, a caminhar diariamente até Paunca para conseguir acesso à rede móvel e à internet.
Em pleno século XXI, os moradores da tabanca de Sintchã Keuro, no setor de Sonaco, região de Gabú, continuam a enfrentar um grave problema de acesso às telecomunicações. Sem cobertura de rede móvel na localidade, a população é obrigada a percorrer cerca de sete quilómetros até à zona de Paunca para conseguir fazer uma chamada telefónica ou enviar uma mensagem.
Em entrevista ao Jornal BETEGB, o porta-voz da comunidade, Mutaro Baldé, afirmou que a ausência de sinal tem afetado profundamente o quotidiano dos habitantes. "Na nossa tabanca a rede quase não existe. Às vezes, para fazer uma ligação, temos de subir às árvores ou permanecer durante horas no mesmo local à espera que o sinal apareça", explicou.
Além das dificuldades nas chamadas, os moradores denunciam a fraca qualidade do serviço de internet, que impede a utilização de dados móveis, apesar da compra regular de crédito.
"Compramos crédito para usar a internet, mas não conseguimos. O crédito acaba sem conseguirmos enviar sequer uma mensagem. É um prejuízo para todos", lamentou.
A falta de cobertura compromete também atividades económicas e o acesso à informação. Agricultores têm dificuldades em contactar compradores, famílias não conseguem comunicar com parentes residentes noutras localidades e torna-se difícil receber informações relacionadas com saúde, educação, preços de mercado ou alertas das autoridades.
Para resolver qualquer assunto urgente, muitos habitantes percorrem diariamente os sete quilómetros até Paunca. Segundo Mutaro Baldé, a situação é ainda mais difícil para idosos, mulheres e pessoas sem meios de transporte.
"Quem tem motorizada gasta combustível. Quem tem bicicleta enfrenta sol, chuva e poeira. Muitos fazem todo o percurso a pé apenas para conseguir atender uma chamada ou enviar uma mensagem."
Perante esta realidade, a comunidade lançou um apelo às autoridades nacionais, às operadoras de telecomunicações e aos parceiros de desenvolvimento para que seja instalada uma antena de cobertura móvel na localidade.
"Pedimos uma intervenção urgente. Seja da Orange ou da Telecel, o importante é que tenhamos rede. Hoje, a comunicação é tão essencial como a água e a escola. Sem ela, continuamos isolados", apelou o porta-voz.
Enquanto a solução não chega, Sintchã Keuro continua a viver isolada do ponto de vista das comunicações, numa realidade em que uma simples chamada telefónica ainda exige uma caminhada de sete quilómetros.
Por: Saliu Sandém
Em pleno século XXI, os moradores da tabanca de Sintchã Keuro, no setor de Sonaco, região de Gabú, continuam a enfrentar um grave problema de acesso às telecomunicações. Sem cobertura de rede móvel na localidade, a população é obrigada a percorrer cerca de sete quilómetros até à zona de Paunca para conseguir fazer uma chamada telefónica ou enviar uma mensagem.
Em entrevista ao Jornal BETEGB, o porta-voz da comunidade, Mutaro Baldé, afirmou que a ausência de sinal tem afetado profundamente o quotidiano dos habitantes. "Na nossa tabanca a rede quase não existe. Às vezes, para fazer uma ligação, temos de subir às árvores ou permanecer durante horas no mesmo local à espera que o sinal apareça", explicou.
Além das dificuldades nas chamadas, os moradores denunciam a fraca qualidade do serviço de internet, que impede a utilização de dados móveis, apesar da compra regular de crédito.
"Compramos crédito para usar a internet, mas não conseguimos. O crédito acaba sem conseguirmos enviar sequer uma mensagem. É um prejuízo para todos", lamentou.
A falta de cobertura compromete também atividades económicas e o acesso à informação. Agricultores têm dificuldades em contactar compradores, famílias não conseguem comunicar com parentes residentes noutras localidades e torna-se difícil receber informações relacionadas com saúde, educação, preços de mercado ou alertas das autoridades.
Para resolver qualquer assunto urgente, muitos habitantes percorrem diariamente os sete quilómetros até Paunca. Segundo Mutaro Baldé, a situação é ainda mais difícil para idosos, mulheres e pessoas sem meios de transporte.
"Quem tem motorizada gasta combustível. Quem tem bicicleta enfrenta sol, chuva e poeira. Muitos fazem todo o percurso a pé apenas para conseguir atender uma chamada ou enviar uma mensagem."
Perante esta realidade, a comunidade lançou um apelo às autoridades nacionais, às operadoras de telecomunicações e aos parceiros de desenvolvimento para que seja instalada uma antena de cobertura móvel na localidade.
"Pedimos uma intervenção urgente. Seja da Orange ou da Telecel, o importante é que tenhamos rede. Hoje, a comunicação é tão essencial como a água e a escola. Sem ela, continuamos isolados", apelou o porta-voz.
Enquanto a solução não chega, Sintchã Keuro continua a viver isolada do ponto de vista das comunicações, numa realidade em que uma simples chamada telefónica ainda exige uma caminhada de sete quilómetros.
Por: Saliu Sandém

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