ESPECIALISTAS DA ONU CONDENAM M23 POR VIOLÊNCIA SEXUAL NO LESTE DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas denunciaram o que classificam como um "reinado de terror" imposto pelo grupo armado M23 nas áreas sob o seu controlo, alertando para casos de violência sexual, tortura e outras graves violações dos direitos humanos.
Especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) condenaram, esta terça-feira, o que descreveram como um "reinado de terror" exercido pelo grupo armado M23 nas zonas que controla no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Num comunicado, os peritos denunciaram a utilização sistemática de violência sexual, tortura, violações, agressões e assassinatos de civis, apelando ao fim imediato destes abusos e ao respeito pelo direito internacional humanitário. Segundo os especialistas, mulheres e raparigas continuam a ser as principais vítimas da violência relacionada com o conflito.

Os especialistas pediram ainda aos Estados e às Nações Unidas que apoiem os esforços para restaurar o cessar-fogo entre o Governo congolês e o grupo M23, apoiado por Ruanda, de forma a proteger as populações civis e facilitar o acesso da ajuda humanitária às zonas afetadas.
De acordo com dados citados pelos peritos, mais de 90 mil casos de violência sexual relacionada com o conflito foram registados na República Democrática do Congo em 2025, evidenciando a gravidade da crise humanitária que afeta o leste do país.

O conflito na região continua a provocar deslocações em massa, mortes de civis e sucessivas denúncias de violações dos direitos humanos. Recentemente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs sanções a líderes de grupos armados, incluindo dirigentes do AFC/M23, numa tentativa de travar a violência persistente no leste da RDC.

JornalBetegb

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