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GUINÉ-BISSAU APRESENTA EM NOVA IORQUE A SEGUNDA REVISÃO NACIONAL DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Durante sessão do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, o ministro Mamadu Mudjetaba Djalo reafirmou o compromisso da Guiné-Bissau com a Agenda 2030 e apelou ao reforço das parcerias internacionais.

Nova Iorque, 10 de julho de 2026

A Guiné-Bissau apresentou esta sexta-feira, perante o Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), a sua II Revisão Nacional Voluntária sobre a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, documento que avalia os progressos alcançados pelo país na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A apresentação foi conduzida pelo Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Mudjetaba Djalo, que fez um balanço dos principais resultados registados nos últimos anos e identificou os desafios que continuam a condicionar o desenvolvimento nacional.

Na sua intervenção, o governante destacou o aumento da cobertura de energia elétrica, que atingiu cerca de 36% da população em 2025, bem como o crescimento do setor industrial, que passou a representar aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro referiu igualmente os investimentos realizados na modernização das infraestruturas rodoviárias e o reforço das políticas de inclusão social, apontando a implementação da Política Nacional de Proteção Social como uma das iniciativas destinadas a melhorar as condições de vida das populações mais vulneráveis.
Apesar dos progressos apresentados, Mamadu Mudjetaba Djalo reconheceu que a Guiné-Bissau continua a enfrentar desafios significativos, entre os quais o elevado desemprego entre os jovens, as desigualdades no desenvolvimento entre as diferentes regiões do país e a forte dependência da exportação da castanha de caju, fator que continua a expor a economia nacional a riscos externos.

Perante os representantes dos Estados-membros das Nações Unidas, o ministro reiterou o compromisso do Governo guineense com a implementação da Agenda 2030, defendendo o reforço da cooperação internacional como elemento essencial para acelerar o desenvolvimento sustentável.
No final da sua intervenção, apelou aos parceiros internacionais para continuarem a apoiar os esforços da Guiné-Bissau, sublinhando que o objetivo do país permanece alinhado com o princípio central da Agenda 2030: "Não deixar ninguém para trás."

JornalBetegb

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