Top Novos

OTÁVIO LOPES CLASSIFICA NOVA PRISÃO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA COMO "INJUSTA E DESUMANA"

Antigo detido na Segunda Esquadra da Polícia da Ordem Pública diz que as condições de encarceramento eram extremamente difíceis e defende a libertação imediata de Domingos Simões Pereira.

O jurista e político Otávio Lopes condenou a nova detenção do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, classificando a decisão judicial como "injusta e desumana".
Numa publicação divulgada nas redes sociais, Otávio Lopes afirmou que decidiu quebrar o silêncio que mantinha desde a sua libertação, em 8 de janeiro de 2026, para manifestar publicamente a sua posição sobre o regresso de Domingos Simões Pereira à prisão.

Segundo o jurista, durante 43 dias esteve detido na Segunda Esquadra da Polícia da Ordem Pública (POP), juntamente com Roberto N'Besba, Marciano Indi e Domingos Simões Pereira, na sequência dos acontecimentos políticos de 26 de novembro de 2025.

Otávio Lopes explicou que, após recuperar a liberdade, optou por não relatar publicamente as condições vividas na prisão, por considerar que a divulgação desses acontecimentos poderia afetar a dignidade dos antigos detidos e de outras pessoas que passaram pelo mesmo estabelecimento prisional.

Na publicação, o jurista afirma que muitas pessoas desconhecem a realidade enfrentada pelos detidos durante o período de encarceramento.
"Ao sair da prisão, apercebi-me de que a maioria das pessoas não tinha verdadeira noção da dureza das condições em que vivíamos."

O político considera ainda que a decisão do Tribunal Militar Superior de determinar o regresso de Domingos Simões Pereira à prisão constitui uma medida que, na sua opinião, é contrária à lei e ultrapassa a dimensão jurídica.

"A decisão do Tribunal Militar Superior de devolver Domingos Simões Pereira à prisão, para além de injusta, é desumana."

Na mesma mensagem, Otávio Lopes apelou aos apoiantes do líder do PAIGC para manterem a serenidade e prosseguirem a defesa da sua libertação através de meios políticos, diplomáticos e judiciais.

Segundo o jurista, a resposta deve continuar a ser conduzida por vias pacíficas e dentro do quadro legal.

"Desistir não é opção. Vamos continuar a lutar por meios políticos, diplomáticos e judiciais, escreveu."

JornalBetegb

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem