POPULARES DE CABUCA DENUNCIAM ISOLAMENTO E PEDEM REDE MÓVEL E ESTRADAS DIGNAS

Moradores afirmam que a falta de cobertura das operadoras Orange e Telecel e a degradação das vias colocam vidas em risco e dificultam o desenvolvimento da comunidade.

Em entrevista à TV BETEGB, o porta-voz da comunidade, Malam Mané, apelou ao Governo para instalar antenas de telecomunicações e reabilitar as estradas que ligam Cabuca às restantes localidades.

Gabú, Guiné-Bissau

Os moradores da tabanca de Cabuca, na região de Gabú, denunciaram a falta de cobertura das redes móveis das operadoras Orange e Telecel, bem como o avançado estado de degradação das estradas que dão acesso à comunidade.
A denúncia foi feita esta quinta-feira, em entrevista exclusiva à TV BETEGB, pelo porta-voz da comunidade, Malam Mané, que classificou a situação como "lamentável" e apelou a uma intervenção urgente das autoridades.

Segundo o responsável, a ausência de rede móvel compromete a comunicação em situações de emergência, dificultando o acesso a assistência médica.

"Mesmo quando uma mulher entra em trabalho de parto, não conseguimos ligar para um condutor ou pedir ajuda para transportá-la ao Hospital Regional de Gabú, porque não há rede.", lamentou.

Malam Mané explicou que muitos habitantes possuem telemóveis, mas a falta de cobertura torna os aparelhos praticamente inúteis. Por isso, solicitou às operadoras Orange e Telecel e às autoridades competentes a instalação de antenas de telecomunicações na localidade.

Além da ausência de rede móvel, o porta-voz denunciou o estado crítico das estradas que ligam Cabuca às restantes tabancas da região. Segundo afirmou, durante a época das chuvas a comunidade fica praticamente isolada.

"Nem motorizadas nem viaturas conseguem circular nesta estrada.", afirmou.

De acordo com Malam Mané, os veículos apenas conseguem chegar à localidade durante os períodos de campanha eleitoral, quando os partidos políticos visitam a comunidade para apresentar promessas que, segundo os moradores, acabam por não ser concretizadas.

O representante da comunidade deixou ainda um apelo às autoridades nacionais para que respondam às necessidades da população, alertando que o sentimento de abandono tem aumentado entre os residentes.

"Não somos cidadãos da Guiné-Conacri. Somos cidadãos da Guiné-Bissau e merecemos viver com dignidade.", declarou.

Os moradores esperam que o Estado invista na melhoria das infraestruturas rodoviárias e na expansão da cobertura das telecomunicações, de forma a garantir melhores condições de vida e facilitar o acesso aos serviços essenciais.

Reportagem: Saliu Sandém, em Gabú

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