Santa Sé autoriza início do processo de beatificação de Madre Maria Angélica em Montes Claros

A Igreja Católica iniciou oficialmente nesta terça-feira, 8 de julho de 2026, o processo de beatificação da *Madre Maria Angélica da Eucaristia, fundadora do Carmelo Maria Mãe da Igreja e Papa Paulo VI, em Montes Claros.
A abertura solene aconteceu em celebração eucarística presidida por Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros, com a participação das monjas carmelitas e fiéis.

O processo foi autorizado após a Santa Sé conceder o _nihil obstat_ em 24 de março de 2026. Com isso, Madre Maria Angélica passa a ser chamada de Serva de Deus, título que inicia a investigação oficial sobre sua vida, virtudes e fama de santidade.

"É um reconhecimento de que a vida da Madre Angélica pode ser proposta à investigação da Igreja como testemunho de santidade", afirmou Dom José Carlos ao anunciar a decisão em março.

Nascida Sophia Maria Esteves de Mello, em 1931, ingressou no Carmelo Nossa Senhora Aparecida, em Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1950. Professou os votos solenes em 27 de julho de 1955.

Em 1977 foi designada Madre fundadora do Carmelo de Montes Claros. Madre Maria Angélica faleceu em 2 de junho de 2018, vítima de um acidente de carro na BR-135, quando retornava de um sítio na zona rural da cidade.

A partir de hoje, a Arquidiocese de Montes Claros abre a fase diocesana. Serão colhidos depoimentos, documentos e analisada a vida da Serva de Deus.

Para a beatificação, além da aprovação das virtudes, a Igreja precisa reconhecer um milagre atribuído à intercessão de Madre Maria Angélica.

A comunidade carmelita e a Arquidiocese convidam os fiéis a rezarem pela causa, pedindo a Deus que confirme com sinais a santidade da fundadora do Carmelo de Montes Claros.

Marta Guiné

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