Santa Sé considera que a consagração de quatro novos bispos sem mandato do Papa Leão XIV constitui um ato de natureza cismática e aprofunda a divisão no seio da Igreja Católica.
Écône, Suíça, 2 de julho de 2026
O Vaticano decretou esta quinta-feira a excomunhão automática dos bispos envolvidos nas ordenações episcopais promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), realizadas sem autorização do Papa Leão XIV, classificando o ato como de natureza cismática. A decisão foi anunciada pela Santa Sé um dia após a Fraternidade ter consagrado quatro novos bispos em Écône, na Suíça, contrariando os apelos feitos pelo Papa para que a cerimónia não fosse realizada.
A celebração decorreu ao ar livre, no mesmo local onde, em 1988, o arcebispo Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem autorização pontifícia, episódio que marcou uma das maiores crises da Igreja Católica nas últimas décadas. Cerca de 15 mil fiéis e aproximadamente mil sacerdotes acompanharam a cerimónia, celebrada em latim e transmitida em direto pela Fraternidade.
Foram ordenados bispos os sacerdotes Pascal Schreiber (Suíça), Michael Goldade (Estados Unidos), Michel Poinsinet de Sivry (França) e Marc Happier (França).
Num decreto assinado pelo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, cardeal Víctor Manuel Fernández, a Santa Sé declarou que as ordenações constituem um "ato de natureza cismática", confirmando a aplicação da pena de excomunhão prevista pelo Direito Canónico para este tipo de situação.
O Vaticano afirmou ainda que o episódio representa uma nova rutura na comunhão da Igreja, lamentando o agravamento da divisão com a Fraternidade São Pio X, fundada em 1970 e conhecida pela rejeição de várias reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.
Nos dias que antecederam as ordenações, o Papa Leão XIV dirigiu uma carta ao superior-geral da Fraternidade, apelando para que desistisse da iniciativa e advertindo que a realização das consagrações sem mandato pontifício constituiria um ato de extrema gravidade para a unidade da Igreja.
A decisão marca um novo capítulo nas relações entre o Vaticano e a Fraternidade São Pio X, reacendendo um conflito que perdura há várias décadas e reforçando o compromisso da Santa Sé com a preservação da unidade e da disciplina da Igreja Católica.
Redação: JornalBetegb / Marta Guiné
Écône, Suíça, 2 de julho de 2026
O Vaticano decretou esta quinta-feira a excomunhão automática dos bispos envolvidos nas ordenações episcopais promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), realizadas sem autorização do Papa Leão XIV, classificando o ato como de natureza cismática. A decisão foi anunciada pela Santa Sé um dia após a Fraternidade ter consagrado quatro novos bispos em Écône, na Suíça, contrariando os apelos feitos pelo Papa para que a cerimónia não fosse realizada.
A celebração decorreu ao ar livre, no mesmo local onde, em 1988, o arcebispo Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem autorização pontifícia, episódio que marcou uma das maiores crises da Igreja Católica nas últimas décadas. Cerca de 15 mil fiéis e aproximadamente mil sacerdotes acompanharam a cerimónia, celebrada em latim e transmitida em direto pela Fraternidade.
Foram ordenados bispos os sacerdotes Pascal Schreiber (Suíça), Michael Goldade (Estados Unidos), Michel Poinsinet de Sivry (França) e Marc Happier (França).
Num decreto assinado pelo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, cardeal Víctor Manuel Fernández, a Santa Sé declarou que as ordenações constituem um "ato de natureza cismática", confirmando a aplicação da pena de excomunhão prevista pelo Direito Canónico para este tipo de situação.
O Vaticano afirmou ainda que o episódio representa uma nova rutura na comunhão da Igreja, lamentando o agravamento da divisão com a Fraternidade São Pio X, fundada em 1970 e conhecida pela rejeição de várias reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.
Nos dias que antecederam as ordenações, o Papa Leão XIV dirigiu uma carta ao superior-geral da Fraternidade, apelando para que desistisse da iniciativa e advertindo que a realização das consagrações sem mandato pontifício constituiria um ato de extrema gravidade para a unidade da Igreja.
A decisão marca um novo capítulo nas relações entre o Vaticano e a Fraternidade São Pio X, reacendendo um conflito que perdura há várias décadas e reforçando o compromisso da Santa Sé com a preservação da unidade e da disciplina da Igreja Católica.
Redação: JornalBetegb / Marta Guiné

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