TREINADOR DA SUB-17 LAMENTA AFASTAMENTO DE 14 JOVENS APÓS DECISÃO DA FFGB

Romualdo José da Silva, conhecido por “Aldo”, considera “triste e lamentável” a saída de jogadores das academias Fidjus di Bideras, Valusa e Demba Sanó do grupo de preparação da Seleção Nacional.

Bissau, 20 de agosto de 2026

O treinador da Seleção Nacional Sub-17 da Guiné-Bissau, Romualdo José da Silva, conhecido no futebol por “Aldo”, manifestou preocupação com o afastamento de 14 jogadores que integravam o grupo de trabalho da equipa nacional.
Em entrevista exclusiva à redação da Rádio Nossa, esta quinta-feira, o técnico classificou a situação como “triste e lamentável”, explicando que os jovens atletas vinham a trabalhar há várias semanas sob orientação da equipa técnica e estavam a ser preparados para representar o país no torneio da UFOA, competição que serve de etapa de qualificação para o CAN Sub-17 de 2027.

Segundo Aldo da Silva, alguns dos jogadores afastados estavam a preparar-se pela primeira vez para disputar uma competição internacional desta dimensão, enquanto outros já possuíam experiência adquirida nas respetivas academias.

O treinador destacou o trabalho realizado durante as últimas semanas e lamentou que o processo de preparação tenha sido interrompido pela decisão de afastar os atletas.

De acordo com a explicação apresentada pelo selecionador, a Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) informou a equipa técnica de que as academias Fidjus di Bideras, Valusa e Demba Sanó teriam recusado participar no torneio organizado pela própria Federação para as academias.

Segundo o treinador, a competição tem o objetivo de permitir à estrutura federativa observar jogadores e selecionar atletas para a Seleção Nacional Sub-17.

Na sequência dessa situação, 14 jogadores provenientes das referidas academias acabaram por deixar o grupo de preparação da seleção.
A decisão ocorre num momento importante da preparação da equipa nacional, que procura formar um grupo competitivo para representar a Guiné-Bissau no torneio da UFOA e lutar pelo acesso ao Campeonato Africano das Nações Sub-17 de 2027.

Aldo da Silva manifestou preocupação sobretudo com as consequências da decisão para os próprios jogadores, considerando que os jovens estavam a investir tempo e esforço na preparação para representar o país.

O treinador lamentou ainda que uma situação envolvendo a relação entre a Federação e as academias tenha acabado por interferir num trabalho que, segundo ele, vinha sendo desenvolvido pela equipa técnica há várias semanas.

O caso surge depois de a Fidjus di Bideras | TCB ter divulgado uma nota pública na qual repudiou o afastamento de seis dos seus jogadores e questionou os critérios utilizados para a decisão.

A academia defendeu que os atletas devem ser avaliados exclusivamente pelo mérito desportivo e que divergências entre dirigentes ou instituições não devem prejudicar as oportunidades dos jovens jogadores.

Até ao momento, as posições apresentadas pela academia e pelo treinador colocam em evidência uma divergência sobre o processo de seleção e preparação da Seleção Nacional Sub-17, numa fase considerada importante para o futuro da formação do futebol guineense.

Redação: JornalBetegb / Sério Wangna

Fonte: Rádio Nossa

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