Pelo menos 13 milhões de pessoas foram afetadas por fenómenos climáticos extremos em África durante o ano de 2025, enquanto mais de 3.000 pessoas perderam a vida em consequência de secas, inundações e outros desastres relacionados com o clima, segundo o mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O documento, intitulado “Estado do Clima em África 2025”, foi divulgado esta quinta-feira e alerta que o continente africano continua a aquecer a um ritmo superior à média global, agravando os impactos sociais, económicos e ambientais.
Segundo a OMM, as inundações representaram mais de metade dos eventos climáticos extremos registados no continente ao longo de 2025, provocando centenas de mortes, particularmente na Nigéria e na República Democrática do Congo.
Norte de África registou as temperaturas mais extremas
O relatório revela que as anomalias climáticas mais severas foram observadas no Norte de África, onde secas prolongadas afetaram gravemente a agricultura, comprometendo a produção alimentar e os meios de subsistência de milhares de famílias.
África, 18 de junho de 2026
Na África Oriental, cerca de 8,5 milhões de pessoas foram afetadas pelos efeitos das condições climáticas extremas, incluindo escassez de água, perdas agrícolas e deslocações de populações.
A OMM destaca ainda a contínua redução dos glaciares africanos, fenómeno associado ao aumento das temperaturas. O glaciar do Monte Kilimanjaro, o ponto mais alto de África, continua a perder massa de gelo. Segundo o relatório, a área coberta pelo glaciar diminuiu de mais de 11 quilómetros quadrados em 1900 para cerca de um quilómetro quadrado atualmente, podendo desaparecer completamente nas próximas décadas.
Além da seca, o relatório alerta para os efeitos da subida do nível do mar e para o aumento das inundações, que continuam a representar uma das maiores ameaças para milhões de africanos.
A organização sublinha que muitos países africanos ainda não dispõem de sistemas eficazes de alerta precoce capazes de reduzir perdas humanas e económicas durante eventos climáticos extremos. Para os autores do relatório, os impactos das alterações climáticas estão a gerar crises socioeconómicas profundas e exigem respostas políticas urgentes.
A organização defende investimentos em adaptação climática, sistemas de alerta precoce, gestão sustentável dos recursos naturais e reforço da resiliência das comunidades mais vulneráveis.
O relatório conclui que, sem medidas concretas e coordenadas, os efeitos das alterações climáticas poderão continuar a agravar-se, afetando milhões de pessoas em todo o continente africano.
Fonte: OMM / RFI
África, 18 de junho de 2026
Na África Oriental, cerca de 8,5 milhões de pessoas foram afetadas pelos efeitos das condições climáticas extremas, incluindo escassez de água, perdas agrícolas e deslocações de populações.
A OMM destaca ainda a contínua redução dos glaciares africanos, fenómeno associado ao aumento das temperaturas. O glaciar do Monte Kilimanjaro, o ponto mais alto de África, continua a perder massa de gelo. Segundo o relatório, a área coberta pelo glaciar diminuiu de mais de 11 quilómetros quadrados em 1900 para cerca de um quilómetro quadrado atualmente, podendo desaparecer completamente nas próximas décadas.
Além da seca, o relatório alerta para os efeitos da subida do nível do mar e para o aumento das inundações, que continuam a representar uma das maiores ameaças para milhões de africanos.
A organização sublinha que muitos países africanos ainda não dispõem de sistemas eficazes de alerta precoce capazes de reduzir perdas humanas e económicas durante eventos climáticos extremos. Para os autores do relatório, os impactos das alterações climáticas estão a gerar crises socioeconómicas profundas e exigem respostas políticas urgentes.
A organização defende investimentos em adaptação climática, sistemas de alerta precoce, gestão sustentável dos recursos naturais e reforço da resiliência das comunidades mais vulneráveis.
O relatório conclui que, sem medidas concretas e coordenadas, os efeitos das alterações climáticas poderão continuar a agravar-se, afetando milhões de pessoas em todo o continente africano.
Fonte: OMM / RFI


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