JULIUS MALEMA QUER DESTITUIÇÃO DA PRESIDENTE DO PARLAMENTO SUL-AFRICANO

Julius Malema acusa Thoko Didiza de falhar na defesa da independência do Parlamento durante o processo de impeachment do Presidente Cyril Ramaphosa.
Cidade do Cabo, África do Sul, 28 de junho de 2026

O partido Economic Freedom Fighters (EFF) apresentou uma moção de censura para destituir a presidente da Assembleia Nacional da África do Sul, Thoko Didiza, acusando-a de não cumprir as suas responsabilidades constitucionais durante o processo de impeachment do Presidente Cyril Ramaphosa.

A iniciativa foi anunciada pelo líder do EFF, Julius Malema, que alega que a presidente do Parlamento falhou em defender a autoridade e a independência da Assembleia Nacional ao optar por não contestar judicialmente o pedido apresentado por Ramaphosa para suspender os trabalhos da comissão parlamentar responsável pelo processo de impeachment.

Segundo o EFF, a decisão de Didiza enfraqueceu a credibilidade da Assembleia Nacional num momento considerado crucial para a defesa da Constituição e do Estado de Direito.
A moção foi submetida à Vice-Presidente da Assembleia Nacional, Annelie Lotriet, ao abrigo da Constituição sul-africana e do Regimento do Parlamento.

O partido sustenta que Thoko Didiza ignorou pareceres jurídicos que recomendavam uma posição diferente por parte do Parlamento e tomou decisões sem consultar os partidos representados na Assembleia, comprometendo, segundo o EFF, a imparcialidade e a autonomia da instituição.

Julius Malema defende ainda que a presidente da Assembleia procurou fundamentação jurídica junto de um escritório de advogados ligado a um antigo dirigente do Congresso Nacional Africano (ANC), levantando dúvidas sobre a independência do processo.

Apesar de o Parlamento se encontrar em período de recesso, o EFF considera que a gravidade da situação justifica a convocação urgente de uma sessão plenária para discutir e votar a moção de destituição.
Caso a proposta obtenha o apoio da maioria dos deputados, Thoko Didiza será afastada do cargo de presidente da Assembleia Nacional, conforme previsto na legislação sul-africana.

Até ao momento, nem a Assembleia Nacional nem Thoko Didiza reagiram oficialmente à iniciativa do EFF. No entanto, a presidente do Parlamento já havia afirmado anteriormente que a decisão de não contestar o pedido judicial do Presidente Ramaphosa foi tomada com base em aconselhamento jurídico.

JornalBetegb

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem