UTILIZADORES DENUNCIAM SUSPENSÕES DE CONTAS NO FACEBOOK E INSTAGRAM E PEDEM MAIS TRANSPARÊNCIA À META

Relatos de bloqueios multiplicam-se em vários países. Utilizadores afirmam que perderam acesso às suas contas e reclamam da dificuldade em compreender os motivos das suspensões e em recuperar os perfis.

Bissau, 26 de junho de 2026

Cresce o número de utilizadores que denunciam a suspensão de contas no Facebook e no Instagram, alegando falta de explicações claras e dificuldades para recorrer das decisões tomadas pela Meta, empresa proprietária das duas plataformas.
Nas últimas semanas, milhares de publicações em redes sociais, fóruns e comunidades digitais têm dado conta de contas pessoais, páginas empresariais e perfis profissionais suspensos de forma inesperada, situação que tem gerado críticas por parte dos utilizadores.

Segundo informações recolhidas pelo Jornal BETEGB, vários cidadãos da Guiné-Bissau afirmam ter sido igualmente afetados pelo problema, perdendo o acesso às suas contas sem receberem uma justificação detalhada sobre a alegada violação das regras da plataforma.

Uma das situações verificadas pela redação mostra uma mensagem do Facebook informando que a conta foi suspensa por alegadas infrações associadas à conta do Instagram do mesmo utilizador. Na notificação, a plataforma concede um prazo de 180 dias para apresentação de recurso através da conta do Instagram associada, mas o utilizador afirma enfrentar dificuldades para recuperar o acesso.
Os relatos envolvem utilizadores que dependem das plataformas para atividades profissionais, comunicação institucional, comércio eletrónico, produção de conteúdos e divulgação de serviços, levantando preocupações sobre os impactos económicos e sociais das suspensões.

O aumento das reclamações coincide com a intensificação da utilização de ferramentas de inteligência artificial pela Meta para apoiar a moderação de conteúdos e a deteção de atividades consideradas suspeitas. Embora a empresa defenda que estas tecnologias reforçam a segurança das plataformas, diversos utilizadores questionam a precisão de algumas decisões automatizadas e pedem maior intervenção humana nos processos de revisão.
A Meta também atravessa uma fase de reorganização interna, tendo anunciado recentemente o despedimento de cerca de 8 mil trabalhadores, ao mesmo tempo que reforça os investimentos em inteligência artificial para diversas áreas da empresa.

Até ao momento, a Meta não reconheceu a existência de uma falha generalizada nos seus sistemas de moderação. A empresa mantém que as suspensões são aplicadas com base nas suas políticas de utilização e disponibiliza mecanismos de recurso para os utilizadores que considerem as decisões incorretas.

Enquanto isso, continuam a surgir novos relatos de pessoas que afirmam ter perdido anos de trabalho, contactos, páginas e conteúdos armazenados nas plataformas, renovando os apelos por maior transparência, rapidez na análise dos recursos e melhoria do atendimento aos utilizadores.

Redação: JornalBetegb

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