Líder do PAIGC permanecerá em Portugal durante 90 dias para receber cuidados médicos especializados, ao abrigo de uma decisão da justiça militar da Guiné-Bissau.
Portugal autorizou a entrada do dirigente por razões médicas e humanitárias. Durante a permanência no país, Domingos Simões Pereira está impedido de exercer atividades político-partidárias, conforme determinação judicial. Lisboa, Portugal.
O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou na madrugada desta sexta-feira a Lisboa para receber tratamento médico especializado, após a justiça militar da Guiné-Bissau autorizar a suspensão, por 90 dias, da sua prisão preventiva.
Segundo o Governo português, a entrada do dirigente foi autorizada por razões médicas e humanitárias, na sequência de um pedido apresentado pela sua família.
O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau desembarcou no Aeroporto Humberto Delgado, acompanhado pela esposa e pelo irmão, o médico Camilo Simões Pereira, tendo sido recebido por dezenas de membros da comunidade guineense residente em Portugal.
À chegada, Domingos Simões Pereira afirmou sentir uma "sensação de liberdade" e manifestou a intenção de regressar à Guiné-Bissau assim que o seu estado de saúde o permitir.
"Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate. Não posso virar costas ao meu povo", declarou.
O dirigente evitou comentar a atual situação política do país, afirmando que pretende respeitar os termos da decisão judicial que autorizou a sua deslocação ao exterior. Sobre o seu estado de saúde, limitou-se a dizer que se sente bem e que aguardará pela avaliação médica. A autorização para viajar foi concedida pelo juiz de instrução criminal Mamadú Embaló, após um relatório clínico do Hospital Militar Principal de Bissau concluir que o tratamento de que necessita não pode ser realizado na Guiné-Bissau.
Durante os próximos 90 dias, Domingos Simões Pereira permanecerá em Portugal para receber cuidados médicos especializados num centro da Cruz Vermelha Portuguesa. De acordo com o despacho judicial, o dirigente mantém o estatuto de preso durante a suspensão da prisão preventiva e está proibido de exercer qualquer atividade político-partidária enquanto permanecer fora do país.
Findo o período de três meses, a justiça militar deverá reavaliar a sua situação processual.
Domingos Simões Pereira é investigado pela justiça militar por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025. O processo decorre num contexto de forte tensão política na Guiné-Bissau e tem suscitado reações de partidos da oposição e de organizações internacionais.
Num comunicado divulgado na quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal reafirmou que continuará a trabalhar em articulação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana, com vista ao restabelecimento da normalidade constitucional e democrática na Guiné-Bissau.
Redação: JornalBetegb
Fonte: RTP / Lusa
Imagens:Lusa
Portugal autorizou a entrada do dirigente por razões médicas e humanitárias. Durante a permanência no país, Domingos Simões Pereira está impedido de exercer atividades político-partidárias, conforme determinação judicial. Lisboa, Portugal.
O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou na madrugada desta sexta-feira a Lisboa para receber tratamento médico especializado, após a justiça militar da Guiné-Bissau autorizar a suspensão, por 90 dias, da sua prisão preventiva.
Segundo o Governo português, a entrada do dirigente foi autorizada por razões médicas e humanitárias, na sequência de um pedido apresentado pela sua família.
O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau desembarcou no Aeroporto Humberto Delgado, acompanhado pela esposa e pelo irmão, o médico Camilo Simões Pereira, tendo sido recebido por dezenas de membros da comunidade guineense residente em Portugal.
À chegada, Domingos Simões Pereira afirmou sentir uma "sensação de liberdade" e manifestou a intenção de regressar à Guiné-Bissau assim que o seu estado de saúde o permitir.
"Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate. Não posso virar costas ao meu povo", declarou.
O dirigente evitou comentar a atual situação política do país, afirmando que pretende respeitar os termos da decisão judicial que autorizou a sua deslocação ao exterior. Sobre o seu estado de saúde, limitou-se a dizer que se sente bem e que aguardará pela avaliação médica. A autorização para viajar foi concedida pelo juiz de instrução criminal Mamadú Embaló, após um relatório clínico do Hospital Militar Principal de Bissau concluir que o tratamento de que necessita não pode ser realizado na Guiné-Bissau.
Durante os próximos 90 dias, Domingos Simões Pereira permanecerá em Portugal para receber cuidados médicos especializados num centro da Cruz Vermelha Portuguesa. De acordo com o despacho judicial, o dirigente mantém o estatuto de preso durante a suspensão da prisão preventiva e está proibido de exercer qualquer atividade político-partidária enquanto permanecer fora do país.
Findo o período de três meses, a justiça militar deverá reavaliar a sua situação processual.
Domingos Simões Pereira é investigado pela justiça militar por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025. O processo decorre num contexto de forte tensão política na Guiné-Bissau e tem suscitado reações de partidos da oposição e de organizações internacionais.
Num comunicado divulgado na quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal reafirmou que continuará a trabalhar em articulação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana, com vista ao restabelecimento da normalidade constitucional e democrática na Guiné-Bissau.
Redação: JornalBetegb
Fonte: RTP / Lusa
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