HAWKS ENCAMINHAM DENÚNCIA CRIMINAL CONTRA COMISSÁRIA INTERINA DA POLÍCIA SUL-AFRICANA PARA ÓRGÃO ANTICORRUPÇÃO

Queixa apresentada por uma organização da sociedade civil foi remetida ao Investigating Directorate Against Corruption (IDAC), responsável por investigações de corrupção de alto nível. Pretória, África do Sul, 10 de julho de 2026

A unidade de investigação criminal da África do Sul, conhecida como Hawks, encaminhou a denúncia criminal apresentada contra a comissária nacional interina da polícia, tenente-general Puleng Dimpane, ao Investigating Directorate Against Corruption (IDAC), organismo especializado na investigação de crimes de corrupção.
A denúncia foi apresentada pela organização Public Interest South Africa, que solicita uma investigação sobre a atuação de Dimpane relativamente ao contrato Medicare24, um processo que já motivou outras investigações envolvendo altos responsáveis da Polícia Sul-Africana (SAPS).

Segundo informações divulgadas pela imprensa sul-africana, a remessa do caso ao IDAC resulta do entendimento de que o órgão anticorrupção é a entidade competente para analisar matérias relacionadas com alegadas infrações de natureza financeira e corrupção de elevado nível.

A denúncia questiona a atuação de Puleng Dimpane quando exercia funções de diretora financeira (CFO) da Polícia Sul-Africana, alegando possíveis irregularidades relacionadas com a gestão de recursos públicos durante a execução do contrato Medicare24. A organização requer que sejam apuradas eventuais responsabilidades ao abrigo da legislação sul-africana sobre gestão financeira pública.

Até ao momento, não existe qualquer acusação formal nem decisão judicial contra Puleng Dimpane. O encaminhamento da denúncia para o IDAC representa uma etapa processual destinada à avaliação dos factos e à determinação da necessidade de abertura de uma investigação criminal.

Em declarações anteriores, a Polícia Sul-Africana afirmou que uma investigação forense sobre o contrato Medicare24 não implicou Dimpane em qualquer irregularidade, defendendo que a responsável não integrou os comités encarregados da adjudicação do contrato nem participou diretamente no processo de aquisição.

O caso continua a ser acompanhado pelas autoridades competentes, enquanto o IDAC analisa a documentação remetida pelos Hawks para decidir os próximos passos.

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