A Liga Guineense dos Direitos Humanos afirma que o caso representa mais um episódio de violência política na Guiné-Bissau e alerta para o aumento da impunidade e da insegurança no país.
Bissau, Guiné-Bissau
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) condenou, esta segunda-feira, o alegado rapto e espancamento de André da Costa, conhecido por Carlitos Costa, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), classificando o caso como mais um grave episódio de violência política na Guiné-Bissau.
Em comunicado divulgado em Bissau, a organização informou que, segundo relatos recolhidos junto de familiares da vítima, Carlitos Costa foi intercetado na noite de sábado, 25 de julho, por volta das 22h00, quando se encontrava num estabelecimento comercial no centro da capital.
De acordo com a LGDH, um grupo de cinco indivíduos armados e encapuzados terá obrigado o dirigente político a entrar numa viatura, conduzindo-o posteriormente para as imediações do edifício das Nações Unidas, onde alegadamente foi violentamente agredido.
Segundo a organização, a vítima foi abandonada no local em estado grave e encontra-se atualmente internada numa unidade hospitalar de Bissau, onde recebe tratamento médico.
No comunicado, a Liga considera que este caso se junta a outros episódios de violência registados nos últimos anos e alerta para um clima crescente de medo, intimidação e insegurança no país.
A organização afirma que o recurso a raptos, espancamentos e outras formas de violência constitui uma violação da Constituição da República, do Estado de direito democrático e dos direitos fundamentais dos cidadãos. A LGDH manifesta ainda preocupação com aquilo que considera ser a crescente banalização da violência como instrumento de intimidação política, defendendo que a falta de investigações eficazes e de responsabilização dos autores contribui para o aumento da impunidade.
Perante a situação, a organização exige às autoridades judiciais a abertura de uma investigação séria, independente, célere e transparente, com vista à identificação, detenção e responsabilização dos autores materiais e morais do alegado crime.
A Liga apela igualmente ao Estado para que adote medidas concretas destinadas a combater os casos de rapto, espancamento e violência política, sublinhando que a proteção da vida, da liberdade e da integridade física dos cidadãos constitui um dever constitucional.
No final do comunicado, a LGDH expressa solidariedade para com Carlitos Costa, a sua família e todas as vítimas de violência política, apelando aos partidos políticos, à sociedade civil, às confissões religiosas, aos parceiros internacionais e à população para rejeitarem qualquer forma de violência e reforçarem o compromisso com a paz, a democracia e o Estado de direito.
Redação: JornalBetegb
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) condenou, esta segunda-feira, o alegado rapto e espancamento de André da Costa, conhecido por Carlitos Costa, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), classificando o caso como mais um grave episódio de violência política na Guiné-Bissau.
Em comunicado divulgado em Bissau, a organização informou que, segundo relatos recolhidos junto de familiares da vítima, Carlitos Costa foi intercetado na noite de sábado, 25 de julho, por volta das 22h00, quando se encontrava num estabelecimento comercial no centro da capital.
De acordo com a LGDH, um grupo de cinco indivíduos armados e encapuzados terá obrigado o dirigente político a entrar numa viatura, conduzindo-o posteriormente para as imediações do edifício das Nações Unidas, onde alegadamente foi violentamente agredido.
Segundo a organização, a vítima foi abandonada no local em estado grave e encontra-se atualmente internada numa unidade hospitalar de Bissau, onde recebe tratamento médico.
No comunicado, a Liga considera que este caso se junta a outros episódios de violência registados nos últimos anos e alerta para um clima crescente de medo, intimidação e insegurança no país.
A organização afirma que o recurso a raptos, espancamentos e outras formas de violência constitui uma violação da Constituição da República, do Estado de direito democrático e dos direitos fundamentais dos cidadãos. A LGDH manifesta ainda preocupação com aquilo que considera ser a crescente banalização da violência como instrumento de intimidação política, defendendo que a falta de investigações eficazes e de responsabilização dos autores contribui para o aumento da impunidade.
Perante a situação, a organização exige às autoridades judiciais a abertura de uma investigação séria, independente, célere e transparente, com vista à identificação, detenção e responsabilização dos autores materiais e morais do alegado crime.
A Liga apela igualmente ao Estado para que adote medidas concretas destinadas a combater os casos de rapto, espancamento e violência política, sublinhando que a proteção da vida, da liberdade e da integridade física dos cidadãos constitui um dever constitucional.
No final do comunicado, a LGDH expressa solidariedade para com Carlitos Costa, a sua família e todas as vítimas de violência política, apelando aos partidos políticos, à sociedade civil, às confissões religiosas, aos parceiros internacionais e à população para rejeitarem qualquer forma de violência e reforçarem o compromisso com a paz, a democracia e o Estado de direito.
Redação: JornalBetegb


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