Abuja e Acra afirmam que os recentes episódios de violência comprometem os princípios de unidade africana e apelam ao reforço dos mecanismos de prevenção de conflitos e proteção dos cidadãos africanos.
Monróvia, Libéria
A Nigéria e o Gana solicitaram à União Africana (UA) que se pronuncie oficialmente sobre os recentes protestos classificados pelos dois governos como "afrofóbicos" contra cidadãos africanos residentes na África do Sul. Num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Abuja informou que pretende, em conjunto com Acra, incluir o tema na agenda da próxima cimeira da União Africana, defendendo uma resposta coordenada da organização continental.
O posicionamento foi anunciado após um encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Nigéria e do Gana, realizado à margem da reunião da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu na Libéria.
Nas últimas semanas, a África do Sul registou um aumento de manifestações e episódios de violência dirigidos contra cidadãos estrangeiros, levando milhares de migrantes africanos a abandonarem o país por receio de novos ataques. Segundo informações oficiais, cerca de 1.500 cidadãos nigerianos e quase 1.000 ganeses foram repatriados após grupos anti-imigração alegadamente estabelecerem um prazo até 30 de junho para que imigrantes em situação irregular deixassem o território sul-africano.
A Nigéria e o Gana consideram que estes acontecimentos colocam em causa os princípios de unidade africana, solidariedade e integração regional, pilares fundamentais da União Africana.
Os dois países apelam ao reforço dos mecanismos da organização continental, incluindo sistemas de monitorização, alerta precoce e diplomacia preventiva, para responder rapidamente a situações de violência contra cidadãos africanos. O Governo nigeriano anunciou ainda que pretende solicitar uma indemnização ao Governo sul-africano pelos bens, propriedades e empresas alegadamente abandonados por cidadãos nigerianos que regressaram ao seu país devido aos protestos.
Monróvia, Libéria
A Nigéria e o Gana solicitaram à União Africana (UA) que se pronuncie oficialmente sobre os recentes protestos classificados pelos dois governos como "afrofóbicos" contra cidadãos africanos residentes na África do Sul. Num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Abuja informou que pretende, em conjunto com Acra, incluir o tema na agenda da próxima cimeira da União Africana, defendendo uma resposta coordenada da organização continental.
O posicionamento foi anunciado após um encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Nigéria e do Gana, realizado à margem da reunião da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu na Libéria.
Nas últimas semanas, a África do Sul registou um aumento de manifestações e episódios de violência dirigidos contra cidadãos estrangeiros, levando milhares de migrantes africanos a abandonarem o país por receio de novos ataques. Segundo informações oficiais, cerca de 1.500 cidadãos nigerianos e quase 1.000 ganeses foram repatriados após grupos anti-imigração alegadamente estabelecerem um prazo até 30 de junho para que imigrantes em situação irregular deixassem o território sul-africano.
A Nigéria e o Gana consideram que estes acontecimentos colocam em causa os princípios de unidade africana, solidariedade e integração regional, pilares fundamentais da União Africana.
Os dois países apelam ao reforço dos mecanismos da organização continental, incluindo sistemas de monitorização, alerta precoce e diplomacia preventiva, para responder rapidamente a situações de violência contra cidadãos africanos. O Governo nigeriano anunciou ainda que pretende solicitar uma indemnização ao Governo sul-africano pelos bens, propriedades e empresas alegadamente abandonados por cidadãos nigerianos que regressaram ao seu país devido aos protestos.



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