OMS alerta para rápida expansão do surto da variante Bundibugyo e reforça preocupação com a possibilidade de o vírus atravessar fronteiras, sobretudo para a República Centro-Africana e Uganda.
Kinshasa, República Democrática do Congo, 18 de agosto de 2026 — A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo, onde a epidemia já atingiu várias províncias e zonas de saúde.
Segundo o diretor-geral da OMS, o surto associado à variante Bundibugyo já registou quase 5 mil pessoas infetadas e mais de 2.300 mortes, de acordo com os dados apresentados durante a segunda reunião do Comité de Emergência.
A rápida expansão geográfica do vírus aumenta a preocupação das autoridades de saúde, sobretudo devido à intensa circulação de pessoas, comércio e atividades de mineração nas regiões próximas das fronteiras. Uma das principais preocupações da OMS é a possibilidade de o vírus atravessar a fronteira e chegar à República Centro-Africana, país vizinho da RD Congo.
As autoridades enfrentam ainda o desafio de controlar a circulação do vírus em comunidades afetadas por deslocamentos populacionais e por uma situação humanitária já fragilizada.
A expansão para províncias do norte, incluindo Tshopo e Haut-Uélé, aumenta igualmente os riscos, uma vez que a epidemia ocorre num território que já enfrenta outras necessidades humanitárias e sanitárias. A OMS considera que a introdução da variante Bundibugyo num contexto de elevada fragilidade pode provocar consequências graves para toda a região.
O vírus também chegou ao Uganda, onde foram registados 20 casos e duas mortes.
A OMS elogiou a resposta das autoridades ugandesas, que conseguiram travar uma transmissão local rápida, mas alertou que o nível de vigilância deve permanecer elevado devido ao risco de novos casos. O movimento constante de pessoas através das fronteiras mantém a possibilidade de novas cadeias de transmissão.
Um dos aspetos que mais preocupa as autoridades sanitárias é o facto de algumas pessoas estarem a morrer nas próprias comunidades e fora dos centros de tratamento.
Segundo a OMS, esses casos podem representar cadeias de transmissão que permanecem ocultas, dificultando a identificação de contactos e o controlo da epidemia.
A organização alerta que cada caso não identificado pode permitir a continuidade da transmissão do vírus.
Como parte da resposta ao surto, estão em andamento esforços para desenvolver ferramentas específicas contra a variante Bundibugyo.
Pela primeira vez, duas vacinas desenvolvidas especificamente contra esta variante avançaram para ensaios clínicos em humanos.
Uma terceira vacina, que apresentou proteção cruzada em testes com animais, avançou diretamente para um ensaio clínico de Fase 3. Além disso, um ensaio de tratamentos terapêuticos apoiado pela OMS já tinha registado os seus primeiros 100 pacientes.
A Organização Mundial da Saúde apelou ao reforço do financiamento, partilha rápida de dados e coordenação das ações de saúde entre países, especialmente entre a RD Congo, a República Centro-Africana e Uganda.
A organização defende que o controlo da epidemia depende também da segurança das equipas médicas e da capacidade de chegar às comunidades onde existem casos suspeitos.
A OMS alerta ainda que a mobilização contra o Ebola não deve interromper os restantes serviços de saúde essenciais.
Malária, cólera, doenças diarreicas, pneumonia e mortalidade materna continuam a representar graves problemas de saúde na RD Congo e nos países vizinhos.
Fonte: ONU
Segundo o diretor-geral da OMS, o surto associado à variante Bundibugyo já registou quase 5 mil pessoas infetadas e mais de 2.300 mortes, de acordo com os dados apresentados durante a segunda reunião do Comité de Emergência.
A rápida expansão geográfica do vírus aumenta a preocupação das autoridades de saúde, sobretudo devido à intensa circulação de pessoas, comércio e atividades de mineração nas regiões próximas das fronteiras. Uma das principais preocupações da OMS é a possibilidade de o vírus atravessar a fronteira e chegar à República Centro-Africana, país vizinho da RD Congo.
As autoridades enfrentam ainda o desafio de controlar a circulação do vírus em comunidades afetadas por deslocamentos populacionais e por uma situação humanitária já fragilizada.
A expansão para províncias do norte, incluindo Tshopo e Haut-Uélé, aumenta igualmente os riscos, uma vez que a epidemia ocorre num território que já enfrenta outras necessidades humanitárias e sanitárias. A OMS considera que a introdução da variante Bundibugyo num contexto de elevada fragilidade pode provocar consequências graves para toda a região.
O vírus também chegou ao Uganda, onde foram registados 20 casos e duas mortes.
A OMS elogiou a resposta das autoridades ugandesas, que conseguiram travar uma transmissão local rápida, mas alertou que o nível de vigilância deve permanecer elevado devido ao risco de novos casos. O movimento constante de pessoas através das fronteiras mantém a possibilidade de novas cadeias de transmissão.
Um dos aspetos que mais preocupa as autoridades sanitárias é o facto de algumas pessoas estarem a morrer nas próprias comunidades e fora dos centros de tratamento.
Segundo a OMS, esses casos podem representar cadeias de transmissão que permanecem ocultas, dificultando a identificação de contactos e o controlo da epidemia.
A organização alerta que cada caso não identificado pode permitir a continuidade da transmissão do vírus.
Como parte da resposta ao surto, estão em andamento esforços para desenvolver ferramentas específicas contra a variante Bundibugyo.
Pela primeira vez, duas vacinas desenvolvidas especificamente contra esta variante avançaram para ensaios clínicos em humanos.
Uma terceira vacina, que apresentou proteção cruzada em testes com animais, avançou diretamente para um ensaio clínico de Fase 3. Além disso, um ensaio de tratamentos terapêuticos apoiado pela OMS já tinha registado os seus primeiros 100 pacientes.
A Organização Mundial da Saúde apelou ao reforço do financiamento, partilha rápida de dados e coordenação das ações de saúde entre países, especialmente entre a RD Congo, a República Centro-Africana e Uganda.
A organização defende que o controlo da epidemia depende também da segurança das equipas médicas e da capacidade de chegar às comunidades onde existem casos suspeitos.
A OMS alerta ainda que a mobilização contra o Ebola não deve interromper os restantes serviços de saúde essenciais.
Malária, cólera, doenças diarreicas, pneumonia e mortalidade materna continuam a representar graves problemas de saúde na RD Congo e nos países vizinhos.
Fonte: ONU




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