António Guterres condena novo ataque de grupos armados nos arredores de Porto Príncipe e pede responsabilização dos autores; ONU denuncia agravamento da violência sexual e dos sequestros.
Porto Príncipe, Haiti, 26 de agosto de 2026 — As Nações Unidas exigem uma investigação rigorosa sobre os recentes crimes cometidos por grupos armados no Haiti, depois de um ataque ocorrido na noite de 23 de agosto ter provocado pelo menos 47 mortos na comuna de Kenscoff, nos arredores da capital, Porto Príncipe.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e defendeu o reforço urgente das medidas de segurança, tanto por parte das autoridades haitianas como da comunidade internacional.
Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas, há suspeitas de que 22 pessoas tenham sido executadas dentro de uma igreja, onde procuravam abrigo durante a violência.
Por intermédio do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, António Guterres voltou a exigir que os responsáveis pelos ataques sejam identificados e responsabilizados.
O secretário-geral destacou ainda a importância das unidades judiciais especializadas, criadas recentemente com apoio internacional para investigar crimes em massa.
A ONU considera que os ataques recentes demonstram a necessidade de reforçar os mecanismos nacionais e internacionais de segurança e justiça no Haiti.
O ataque ocorreu em Kenscoff, a cerca de 15 quilómetros de Pétion-Ville, numa região onde estão instalados escritórios das Nações Unidas e algumas instituições governamentais.
Segundo os relatos apresentados pela ONU, crianças e adultos estão entre as vítimas. Algumas pessoas terão sido queimadas vivas, enquanto casas e locais de culto foram incendiados.
Também foram registadas informações sobre operações envolvendo drones durante a ofensiva.
A violência provocou ainda uma nova onda de deslocamentos. Muitas famílias abandonaram Kenscoff em direção a zonas consideradas mais seguras, enquanto outras ficaram presas nas suas casas ou foram mantidas como reféns. O novo massacre ocorre num contexto de agravamento da situação dos direitos humanos no Haiti.
Num relatório trimestral divulgado pela ONU, foram registadas pelo menos 796 vítimas de violação sexual entre abril e junho.
De acordo com o documento, 87% dos casos registados foram violações coletivas, atribuídas à violência perpetrada por grupos armados.
O relatório revela ainda que 81 pessoas foram sequestradas durante o mesmo período para exigir pagamentos de resgate. A maioria dos sequestros ocorreu no Departamento do Oeste, que concentrou 63% dos casos, seguido pelo departamento de Artibonite, com 27%. As Nações Unidas alertam também para o envolvimento de grupos armados no tráfico e exploração de crianças.
Segundo o relatório, menores continuam a ser utilizados e forçados a participar em atividades criminosas, numa situação que aumenta a vulnerabilidade das crianças e agrava a crise humanitária.
As autoridades e as organizações internacionais enfrentam dificuldades para proteger as populações afetadas enquanto os grupos armados mantêm presença em diferentes regiões do país.
Apesar da deterioração da situação, o relatório da ONU reconhece alguns avanços nas operações das forças de segurança.
As ações realizadas na região metropolitana de Porto Príncipe conseguiram conter, em determinados pontos, o avanço de grupos armados.
No entanto, a pressão sobre as organizações criminosas na capital terá contribuído para o deslocamento de alguns desses grupos para outras áreas, onde a violência armada aumentou.
A situação agravou-se particularmente em Artibonite e no Sudeste, enquanto o departamento do Centro continua sob forte tensão devido à presença de grupos armados, sobretudo nas localidades de Saut-d’Eau e Mirebalais.
Para a ONU, o novo massacre demonstra que a crise de segurança no Haiti continua a exigir uma resposta nacional e internacional coordenada, combinando segurança, justiça, proteção dos civis e assistência humanitária.
O apelo de António Guterres surge num momento em que milhares de haitianos continuam a abandonar as suas comunidades devido à violência, enquanto os crimes cometidos por grupos armados atingem cada vez mais diretamente civis, crianças e famílias vulneráveis.
Redação: JornalBetegb
Fonte: ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e defendeu o reforço urgente das medidas de segurança, tanto por parte das autoridades haitianas como da comunidade internacional.
Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas, há suspeitas de que 22 pessoas tenham sido executadas dentro de uma igreja, onde procuravam abrigo durante a violência.
Por intermédio do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, António Guterres voltou a exigir que os responsáveis pelos ataques sejam identificados e responsabilizados.
O secretário-geral destacou ainda a importância das unidades judiciais especializadas, criadas recentemente com apoio internacional para investigar crimes em massa.
A ONU considera que os ataques recentes demonstram a necessidade de reforçar os mecanismos nacionais e internacionais de segurança e justiça no Haiti.
O ataque ocorreu em Kenscoff, a cerca de 15 quilómetros de Pétion-Ville, numa região onde estão instalados escritórios das Nações Unidas e algumas instituições governamentais.
Segundo os relatos apresentados pela ONU, crianças e adultos estão entre as vítimas. Algumas pessoas terão sido queimadas vivas, enquanto casas e locais de culto foram incendiados.
Também foram registadas informações sobre operações envolvendo drones durante a ofensiva.
A violência provocou ainda uma nova onda de deslocamentos. Muitas famílias abandonaram Kenscoff em direção a zonas consideradas mais seguras, enquanto outras ficaram presas nas suas casas ou foram mantidas como reféns. O novo massacre ocorre num contexto de agravamento da situação dos direitos humanos no Haiti.
Num relatório trimestral divulgado pela ONU, foram registadas pelo menos 796 vítimas de violação sexual entre abril e junho.
De acordo com o documento, 87% dos casos registados foram violações coletivas, atribuídas à violência perpetrada por grupos armados.
O relatório revela ainda que 81 pessoas foram sequestradas durante o mesmo período para exigir pagamentos de resgate. A maioria dos sequestros ocorreu no Departamento do Oeste, que concentrou 63% dos casos, seguido pelo departamento de Artibonite, com 27%. As Nações Unidas alertam também para o envolvimento de grupos armados no tráfico e exploração de crianças.
Segundo o relatório, menores continuam a ser utilizados e forçados a participar em atividades criminosas, numa situação que aumenta a vulnerabilidade das crianças e agrava a crise humanitária.
As autoridades e as organizações internacionais enfrentam dificuldades para proteger as populações afetadas enquanto os grupos armados mantêm presença em diferentes regiões do país.
Apesar da deterioração da situação, o relatório da ONU reconhece alguns avanços nas operações das forças de segurança.
As ações realizadas na região metropolitana de Porto Príncipe conseguiram conter, em determinados pontos, o avanço de grupos armados.
No entanto, a pressão sobre as organizações criminosas na capital terá contribuído para o deslocamento de alguns desses grupos para outras áreas, onde a violência armada aumentou.
A situação agravou-se particularmente em Artibonite e no Sudeste, enquanto o departamento do Centro continua sob forte tensão devido à presença de grupos armados, sobretudo nas localidades de Saut-d’Eau e Mirebalais.
Para a ONU, o novo massacre demonstra que a crise de segurança no Haiti continua a exigir uma resposta nacional e internacional coordenada, combinando segurança, justiça, proteção dos civis e assistência humanitária.
O apelo de António Guterres surge num momento em que milhares de haitianos continuam a abandonar as suas comunidades devido à violência, enquanto os crimes cometidos por grupos armados atingem cada vez mais diretamente civis, crianças e famílias vulneráveis.
Redação: JornalBetegb
Fonte: ONU


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