Emmanuel Nchimbi afirma que decidiu deixar a política e o serviço público após concluir que a presidente Samia Suluhu Hassan pretende escolher um novo vice-presidente.
Dar es Salaam, Tanzânia
O vice-presidente da Tanzânia, Emmanuel Nchimbi, anunciou a sua renúncia ao cargo e declarou que pretende abandonar a política e o serviço público. Numa publicação partilhada nas redes sociais, Nchimbi afirmou que a decisão foi tomada em respeito à vontade da presidente Samia Suluhu Hassan. A renúncia deverá entrar oficialmente em vigor no dia 4 de setembro.
Segundo o próprio vice-presidente, ele havia anteriormente prometido à chefe de Estado que deixaria o cargo caso ela pretendesse trabalhar com outro vice-presidente.
Nchimbi afirmou estar convencido de que Hassan deseja uma mudança na vice-presidência e, por esse motivo, decidiu apresentar a sua saída.
Até ao momento, não havia sido divulgada uma reação oficial da Presidência da Tanzânia sobre a decisão. A saída de Nchimbi acontece num contexto de crescente debate sobre a situação política e os direitos civis na Tanzânia.
A renúncia ocorre apenas uma semana depois da suspensão do jornal Mwanahalisi, que havia publicado uma reportagem sobre alegadas divergências dentro do Governo e sobre uma suposta pressão para que o vice-presidente abandonasse o cargo.
O jornal teria citado fontes anónimas para sustentar a existência de divergências entre Nchimbi e a presidente Samia Suluhu Hassan.
Samia Suluhu Hassan chegou à Presidência em 2021, após a morte do então presidente John Magufuli. Nos primeiros anos da sua liderança, Hassan foi elogiada por algumas medidas destinadas a reduzir restrições à oposição política e aos meios de comunicação.
Entretanto, a oposição passou posteriormente a acusar o Governo de recuperar algumas das políticas mais restritivas do período anterior.
A situação ganhou maior atenção internacional após as eleições presidenciais do ano passado, nas quais Hassan foi declarada vencedora com 98% dos votos, resultado que foi contestado por observadores internacionais. O período eleitoral foi ainda marcado por protestos e relatos de violência, com centenas de pessoas mortas, segundo organizações e observadores citados na reportagem.
Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Tanzânia ocupa a 117.ª posição entre 180 países no ranking mundial de liberdade de imprensa.
A suspensão do Mwanahalisi voltou a levantar preocupações sobre o espaço disponível para o jornalismo independente e para o debate político no país.
A saída de Emmanuel Nchimbi acrescenta agora um novo elemento ao cenário político tanzaniano, embora ainda não esteja claro quem poderá assumir a vice-presidência após a entrada em vigor da sua renúncia.
Dar es Salaam, Tanzânia
O vice-presidente da Tanzânia, Emmanuel Nchimbi, anunciou a sua renúncia ao cargo e declarou que pretende abandonar a política e o serviço público. Numa publicação partilhada nas redes sociais, Nchimbi afirmou que a decisão foi tomada em respeito à vontade da presidente Samia Suluhu Hassan. A renúncia deverá entrar oficialmente em vigor no dia 4 de setembro.
Segundo o próprio vice-presidente, ele havia anteriormente prometido à chefe de Estado que deixaria o cargo caso ela pretendesse trabalhar com outro vice-presidente.
Nchimbi afirmou estar convencido de que Hassan deseja uma mudança na vice-presidência e, por esse motivo, decidiu apresentar a sua saída.
Até ao momento, não havia sido divulgada uma reação oficial da Presidência da Tanzânia sobre a decisão. A saída de Nchimbi acontece num contexto de crescente debate sobre a situação política e os direitos civis na Tanzânia.
A renúncia ocorre apenas uma semana depois da suspensão do jornal Mwanahalisi, que havia publicado uma reportagem sobre alegadas divergências dentro do Governo e sobre uma suposta pressão para que o vice-presidente abandonasse o cargo.
O jornal teria citado fontes anónimas para sustentar a existência de divergências entre Nchimbi e a presidente Samia Suluhu Hassan.
Samia Suluhu Hassan chegou à Presidência em 2021, após a morte do então presidente John Magufuli. Nos primeiros anos da sua liderança, Hassan foi elogiada por algumas medidas destinadas a reduzir restrições à oposição política e aos meios de comunicação.
Entretanto, a oposição passou posteriormente a acusar o Governo de recuperar algumas das políticas mais restritivas do período anterior.
A situação ganhou maior atenção internacional após as eleições presidenciais do ano passado, nas quais Hassan foi declarada vencedora com 98% dos votos, resultado que foi contestado por observadores internacionais. O período eleitoral foi ainda marcado por protestos e relatos de violência, com centenas de pessoas mortas, segundo organizações e observadores citados na reportagem.
Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Tanzânia ocupa a 117.ª posição entre 180 países no ranking mundial de liberdade de imprensa.
A suspensão do Mwanahalisi voltou a levantar preocupações sobre o espaço disponível para o jornalismo independente e para o debate político no país.
A saída de Emmanuel Nchimbi acrescenta agora um novo elemento ao cenário político tanzaniano, embora ainda não esteja claro quem poderá assumir a vice-presidência após a entrada em vigor da sua renúncia.
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