SULAI MOREIRA SEIDE DIZ QUE DETENÇÃO ESTÁ LIGADA À PARTILHA DE NOTÍCIA DA RÁDIO CAPITAL FM

Jornalista afirma que a sua detenção durante o referendo não esteve relacionada com um incidente numa mesa de voto e agradece às organizações que manifestaram solidariedade.

Bissau, 1 de setembro de 2026

O jornalista Sulai Moreira Seide, editor-chefe da Rádio Capital FM, reagiu publicamente à sua detenção ocorrida durante o processo de votação do Referendo Constitucional, afirmando que o motivo da detenção foi diferente da versão apresentada pelas autoridades.
Numa publicação feita na sua página oficial do Facebook, Sulai Seide afirmou que “a minha detenção não tinha a ver com um alegado problema na Mesa da Assembleia de Voto, mas, sim, com a partilha da notícia abaixo, publicada na página da nossa rádio”.

O jornalista acrescentou que desconhece outros detalhes relacionados com o caso, escrevendo: “Do resto, nka sibi!”

A declaração surge depois de o Ministério do Interior e da Ordem Pública ter esclarecido que Sulai Seide foi conduzido à Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública após um incidente durante a contagem dos votos numa mesa de assembleia de voto.

Segundo o Ministério, o episódio teria começado com uma discussão sobre a validade de um voto considerado nulo. A instituição afirmou ainda que, durante as diligências, foram encontrados na posse do jornalista crachás de identificação pertencentes a outra pessoa.
Sulai Seide, entretanto, apresenta uma versão diferente sobre a razão da sua detenção, associando-a à partilha de uma notícia publicada pela Rádio Capital FM. A divergência entre as duas versões mantém em aberto questões sobre as circunstâncias que levaram à detenção do jornalista.

Na mesma publicação, o profissional agradeceu à direção da Rádio Capital FM e às organizações de defesa dos direitos humanos que manifestaram solidariedade durante o período em que esteve detido.

Entre as entidades mencionadas pelo jornalista estão a LGDH, AJP-DH Humanidade, Fórum di Paz e San-Bontché, além de outras organizações.

Sulai Moreira Seide encontra-se atualmente em liberdade, depois de ter permanecido sob custódia das autoridades desde 30 de agosto.

O caso continua a gerar debate em torno da liberdade de imprensa, liberdade de expressão e exercício da atividade jornalística na Guiné-Bissau.

JornalBetegb

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