GUINÉ-BISSAU VALIDA NOVA ESTRATÉGIA NACIONAL PARA ELIMINAR A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA ATÉ 2030

Terminou hoje o Workshop de Validação da Estratégia Nacional Multissetorial e do Plano de Ação para o Abandono da Mutilação Genital Feminina (MGF) na Guiné-Bissau para o período 2026-2030, uma iniciativa que pretende reforçar a resposta nacional contra uma das mais graves violações dos direitos humanos no país.
Bissau, 19 de junho de 2026
O encontro, iniciado no dia 18 de junho, reuniu mais de 50 especialistas, decisores políticos, representantes da sociedade civil, líderes comunitários e parceiros internacionais para analisar, aperfeiçoar e validar o documento estratégico que orientará as ações de prevenção e combate à prática nos próximos cinco anos.
A atividade foi promovida pelo Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social, através do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas (CNAPN), em parceria com o Programa Conjunto UNFPA-UNICEF.

Segundo dados do Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS VI), a mutilação genital feminina continua a afetar cerca de 52% das meninas e mulheres entre os 15 e os 49 anos na Guiné-Bissau.

Perante este cenário, os participantes defenderam a necessidade de reforçar as ações de prevenção, proteção e sensibilização para acelerar o abandono definitivo da prática em todo o território nacional.
A nova Estratégia Nacional Multissetorial para o Abandono da MGF está estruturada em quatro eixos fundamentais:
⚖️ Reforço da Justiça e da Aplicação da Lei;
🏥 Integração das respostas nos setores da Saúde, Educação e Proteção Social;
📈 Monitorização e avaliação contínua dos resultados;
🤝 Mobilização comunitária e mudança de comportamentos.
Durante os dois dias de trabalho, os participantes analisaram metas, indicadores, mecanismos de implementação e orçamentos necessários para garantir que o plano seja operacional, sustentável e orientado para resultados concretos.

Os responsáveis destacaram que a aprovação da estratégia permitirá ao Estado guineense fortalecer os mecanismos de prevenção e resposta, assegurando maior proteção às meninas e mulheres em todo o país.
A iniciativa pretende ainda promover o respeito pelos direitos humanos, a igualdade de género e o bem-estar das comunidades, através do envolvimento ativo de líderes religiosos, autoridades tradicionais, organizações da sociedade civil e instituições públicas.

Os organizadores consideram que a nova estratégia constitui um passo importante para que cada menina possa crescer livre de violência, com os seus direitos plenamente protegidos e com melhores oportunidades de desenvolvimento.
Redação:JornalBetegb

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