Dupla histórica da música guineense afirma que o artista interpreta, grava e atua com as suas canções sem autorização, exigindo o fim imediato da utilização das obras e o respeito pelos direitos de autor.
Bissau, 30 de junho de 2026
A consagrada dupla guineense Iva e Iche manifestou publicamente o seu descontentamento com o cantor Patché di Rima, acusando-o de utilizar, gravar e interpretar músicas do seu repertório sem autorização e sem qualquer acordo relativo aos direitos de autor. As declarações foram feitas por Evaristo da Silva (Iva) durante uma entrevista concedida ao comunicador Doka, na qual denunciou aquilo que considera uma violação dos direitos intelectuais da dupla.
Segundo o músico, Patché di Rima começou a interpretar e a produzir versões das músicas de Iva e Iche sem qualquer contacto prévio ou autorização formal dos autores.
"Estamos sentados na nossa casa e, de repente, vemos o Patché dizer que vai gravar as nossas músicas, sem pedir autorização e sem qualquer licença dos direitos de autor. Isso não é aceitável", afirmou Iva. O artista lamentou ainda que Patché di Rima esteja a realizar espetáculos e digressões utilizando músicas que pertencem ao património artístico da dupla, retirando benefícios económicos de obras cuja autoria pertence exclusivamente a Iva e Iche.
"Ele grava as nossas músicas, faz espetáculos e beneficia do nosso trabalho artístico. Exigimos que deixe imediatamente de utilizar as nossas obras", declarou.
Durante a entrevista, Iva revelou que tentou resolver a situação através do diálogo, tendo enviado mensagens diretamente ao cantor. Segundo o músico, a resposta recebida foi de que Patché continuaria a interpretar aquelas canções por considerar existir uma relação familiar entre ambos.
"O que mais nos indigna é que ele responde que vai continuar a cantar as nossas músicas porque é nosso sobrinho. Isso não lhe dá o direito de utilizar obras que pertencem aos seus autores", acrescentou.
A dupla considera ainda que a atitude do artista demonstra falta de respeito pelos criadores das obras e pelos princípios que regem os direitos de autor.
Outro ponto abordado durante a entrevista diz respeito à participação num evento em Macau. Segundo Iva, a dupla foi inicialmente convidada para integrar a iniciativa, mas acabou por desistir quando tomou conhecimento de que Patché di Rima seria responsável pela orientação artística.
"Foi uma vergonha. Nós é que deveríamos estar naquele evento. Quando soubemos que seria o Patché a orientar-nos, recusámos. Respeitamos a carreira de todos, mas entendemos que ele ainda não possui a experiência necessária para assumir esse papel", afirmou.
Apesar das críticas, Iva reconheceu que a dupla apoiou Patché di Rima no início da sua carreira artística.
"Nós ajudámos o Patché quando ele começou. Fizemo-lo porque acreditávamos no seu talento. Mas isso não significa que possa apropriar-se das nossas obras sem autorização", declarou.
No final da entrevista, Iva lançou um apelo direto ao cantor para que deixe de interpretar e utilizar o repertório da dupla sem consentimento, defendendo o respeito pelos direitos de autor e pelo legado artístico construído ao longo de décadas.
Com mais de 35 anos de carreira, Iva (Evaristo da Silva) e Iche (Luís Mendes) são considerados uma das duplas mais emblemáticas da música guineense. Desde a década de 1990, destacaram-se pela divulgação dos ritmos tradicionais Tina e Sikó, contribuindo significativamente para a promoção da cultura musical da Guiné-Bissau no país e no estrangeiro.
JornalBetegb
Bissau, 30 de junho de 2026
A consagrada dupla guineense Iva e Iche manifestou publicamente o seu descontentamento com o cantor Patché di Rima, acusando-o de utilizar, gravar e interpretar músicas do seu repertório sem autorização e sem qualquer acordo relativo aos direitos de autor. As declarações foram feitas por Evaristo da Silva (Iva) durante uma entrevista concedida ao comunicador Doka, na qual denunciou aquilo que considera uma violação dos direitos intelectuais da dupla.
Segundo o músico, Patché di Rima começou a interpretar e a produzir versões das músicas de Iva e Iche sem qualquer contacto prévio ou autorização formal dos autores.
"Estamos sentados na nossa casa e, de repente, vemos o Patché dizer que vai gravar as nossas músicas, sem pedir autorização e sem qualquer licença dos direitos de autor. Isso não é aceitável", afirmou Iva. O artista lamentou ainda que Patché di Rima esteja a realizar espetáculos e digressões utilizando músicas que pertencem ao património artístico da dupla, retirando benefícios económicos de obras cuja autoria pertence exclusivamente a Iva e Iche.
"Ele grava as nossas músicas, faz espetáculos e beneficia do nosso trabalho artístico. Exigimos que deixe imediatamente de utilizar as nossas obras", declarou.
Durante a entrevista, Iva revelou que tentou resolver a situação através do diálogo, tendo enviado mensagens diretamente ao cantor. Segundo o músico, a resposta recebida foi de que Patché continuaria a interpretar aquelas canções por considerar existir uma relação familiar entre ambos.
"O que mais nos indigna é que ele responde que vai continuar a cantar as nossas músicas porque é nosso sobrinho. Isso não lhe dá o direito de utilizar obras que pertencem aos seus autores", acrescentou.
A dupla considera ainda que a atitude do artista demonstra falta de respeito pelos criadores das obras e pelos princípios que regem os direitos de autor.
Outro ponto abordado durante a entrevista diz respeito à participação num evento em Macau. Segundo Iva, a dupla foi inicialmente convidada para integrar a iniciativa, mas acabou por desistir quando tomou conhecimento de que Patché di Rima seria responsável pela orientação artística.
"Foi uma vergonha. Nós é que deveríamos estar naquele evento. Quando soubemos que seria o Patché a orientar-nos, recusámos. Respeitamos a carreira de todos, mas entendemos que ele ainda não possui a experiência necessária para assumir esse papel", afirmou.
Apesar das críticas, Iva reconheceu que a dupla apoiou Patché di Rima no início da sua carreira artística.
"Nós ajudámos o Patché quando ele começou. Fizemo-lo porque acreditávamos no seu talento. Mas isso não significa que possa apropriar-se das nossas obras sem autorização", declarou.
No final da entrevista, Iva lançou um apelo direto ao cantor para que deixe de interpretar e utilizar o repertório da dupla sem consentimento, defendendo o respeito pelos direitos de autor e pelo legado artístico construído ao longo de décadas.
Com mais de 35 anos de carreira, Iva (Evaristo da Silva) e Iche (Luís Mendes) são considerados uma das duplas mais emblemáticas da música guineense. Desde a década de 1990, destacaram-se pela divulgação dos ritmos tradicionais Tina e Sikó, contribuindo significativamente para a promoção da cultura musical da Guiné-Bissau no país e no estrangeiro.
JornalBetegb


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