Comissão Permanente do partido responsabiliza o Governo por qualquer atentado contra a integridade física de DSP, pede a suspensão do processo no Tribunal Militar e apela à comunidade internacional para acompanhar a situação política na Guiné-Bissau.
Bissau, 9 de julho de 2026.
A Comissão Permanente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) exigiu a libertação imediata e incondicional do presidente do partido e da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira (DSP), e acusou o atual regime de promover uma perseguição política e judicial contra o dirigente. A posição consta de uma deliberação aprovada durante uma reunião realizada por videoconferência, presidida pelo vice-presidente do partido, Califa Seidi, convocada para analisar os mais recentes desenvolvimentos do processo judicial que envolve Domingos Simões Pereira.
No documento, o PAIGC sustenta que, desde os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, o seu presidente tem sido alvo de sucessivas restrições à liberdade, afirmando que, após ter permanecido detido durante 64 dias, continua sob um regime que o partido descreve como uma "residência vigiada", situação que considera equivaler a um sequestro.
A Comissão Permanente afirma ainda que, ao longo dos últimos meses, as autoridades procuraram construir um processo judicial destinado a justificar a privação da liberdade de Domingos Simões Pereira, alegando que a acusação atualmente em investigação se refere à sua suposta participação na alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.
O partido critica igualmente o recurso ao Tribunal Militar Superior para julgar um dirigente político civil, defendendo que tal procedimento viola princípios constitucionais, incluindo o direito ao juiz natural. O comunicado também refere alegadas alterações na composição do tribunal e outras irregularidades processuais, classificando o processo como politicamente motivado. PAIGC responsabiliza o regime por qualquer dano contra DSP
Na deliberação, a Comissão Permanente manifesta solidariedade a Domingos Simões Pereira e à sua família e responsabiliza politicamente o atual regime por qualquer atentado que possa atingir a vida ou a integridade física do líder do partido.
O documento reafirma igualmente a confiança política em Domingos Simões Pereira para continuar a dirigir o PAIGC e considera que o seu afastamento da vida política teria como objetivo impedir a sua participação nas próximas eleições presidenciais. Partido apela ao diálogo e à intervenção internacional
Entre as deliberações aprovadas, o PAIGC solicita à União Africana, à CEDEAO e às restantes organizações internacionais e regionais que continuem a acompanhar a situação política da Guiné-Bissau e apelou ao Comando Militar para promover um diálogo sério e construtivo entre as forças políticas nacionais.
O partido exorta ainda a população guineense a manter-se mobilizada na defesa da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e da ordem constitucional.
Sete deliberações aprovadas
Na reunião, a Comissão Permanente decidiu:
Exigir a libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira;
Repudiar aquilo que considera ser uma perseguição política e judicial contra o líder do PAIGC;
Manifestar solidariedade a Domingos Simões Pereira e à sua família;
Renovar a confiança política na liderança de DSP;
Apelar à União Africana, à CEDEAO e a outras organizações internacionais para acompanharem a situação política do país;
Convidar o Comando Militar a promover um diálogo político com as forças representativas da sociedade guineense;
Apelar à população para continuar mobilizada na defesa da democracia, dos direitos humanos e do Estado de Direito.
O comunicado foi divulgado no mesmo dia em que Domingos Simões Pereira voltou a ser notificado pelo Tribunal Militar Superior para comparecer perante aquela instância judicial, no âmbito do Processo n.º 1/2025.
Redação: JornalBetegb
Bissau, 9 de julho de 2026.
A Comissão Permanente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) exigiu a libertação imediata e incondicional do presidente do partido e da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira (DSP), e acusou o atual regime de promover uma perseguição política e judicial contra o dirigente. A posição consta de uma deliberação aprovada durante uma reunião realizada por videoconferência, presidida pelo vice-presidente do partido, Califa Seidi, convocada para analisar os mais recentes desenvolvimentos do processo judicial que envolve Domingos Simões Pereira.
No documento, o PAIGC sustenta que, desde os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, o seu presidente tem sido alvo de sucessivas restrições à liberdade, afirmando que, após ter permanecido detido durante 64 dias, continua sob um regime que o partido descreve como uma "residência vigiada", situação que considera equivaler a um sequestro.
A Comissão Permanente afirma ainda que, ao longo dos últimos meses, as autoridades procuraram construir um processo judicial destinado a justificar a privação da liberdade de Domingos Simões Pereira, alegando que a acusação atualmente em investigação se refere à sua suposta participação na alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.
O partido critica igualmente o recurso ao Tribunal Militar Superior para julgar um dirigente político civil, defendendo que tal procedimento viola princípios constitucionais, incluindo o direito ao juiz natural. O comunicado também refere alegadas alterações na composição do tribunal e outras irregularidades processuais, classificando o processo como politicamente motivado. PAIGC responsabiliza o regime por qualquer dano contra DSP
Na deliberação, a Comissão Permanente manifesta solidariedade a Domingos Simões Pereira e à sua família e responsabiliza politicamente o atual regime por qualquer atentado que possa atingir a vida ou a integridade física do líder do partido.
O documento reafirma igualmente a confiança política em Domingos Simões Pereira para continuar a dirigir o PAIGC e considera que o seu afastamento da vida política teria como objetivo impedir a sua participação nas próximas eleições presidenciais. Partido apela ao diálogo e à intervenção internacional
Entre as deliberações aprovadas, o PAIGC solicita à União Africana, à CEDEAO e às restantes organizações internacionais e regionais que continuem a acompanhar a situação política da Guiné-Bissau e apelou ao Comando Militar para promover um diálogo sério e construtivo entre as forças políticas nacionais.
O partido exorta ainda a população guineense a manter-se mobilizada na defesa da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e da ordem constitucional.
Sete deliberações aprovadas
Na reunião, a Comissão Permanente decidiu:
Exigir a libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira;
Repudiar aquilo que considera ser uma perseguição política e judicial contra o líder do PAIGC;
Manifestar solidariedade a Domingos Simões Pereira e à sua família;
Renovar a confiança política na liderança de DSP;
Apelar à União Africana, à CEDEAO e a outras organizações internacionais para acompanharem a situação política do país;
Convidar o Comando Militar a promover um diálogo político com as forças representativas da sociedade guineense;
Apelar à população para continuar mobilizada na defesa da democracia, dos direitos humanos e do Estado de Direito.
O comunicado foi divulgado no mesmo dia em que Domingos Simões Pereira voltou a ser notificado pelo Tribunal Militar Superior para comparecer perante aquela instância judicial, no âmbito do Processo n.º 1/2025.
Redação: JornalBetegb



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