SOCIEDADE CIVIL DE BISSORÃ DENUNCIA ESCALADA DA VIOLÊNCIA E EXIGE RESPOSTA URGENTE DAS AUTORIDADES

Fórum que reúne nove organizações da sociedade civil pede reforço da segurança, investigação rigorosa dos crimes e uma reunião de emergência para travar a insegurança no setor de Bissorã.

Bissorã, 3 de julho de 2026

O Fórum das Organizações da Sociedade Civil do Setor de Bissorã (FOSCSB) manifestou profunda preocupação com o agravamento da insegurança no setor e apelou à Administração e às autoridades competentes para adotarem medidas urgentes com vista a travar a crescente onda de violência que afeta a população.
Num ofício datado de 3 de julho de 2026, assinado pelo coordenador Júlio Ribeiro Djata, o Fórum considera que o recente homicídio de um cidadão de nacionalidade guineense, natural de Conacri, ocorrido no passado 29 de junho, representa um dos episódios mais preocupantes da atual crise de segurança vivida em Bissorã.

Segundo o documento, este caso junta-se a uma série de ocorrências criminais que têm aumentado o sentimento de medo entre os habitantes da região. Entre as principais preocupações apontadas estão as agressões físicas, roubos de gado, furtos de bens materiais e de motorizadas, bem como o consumo de drogas, fenómeno que, segundo as organizações, afeta particularmente a juventude local.

Perante este cenário, o Fórum apresentou três propostas consideradas prioritárias para restaurar a tranquilidade no setor.
A primeira consiste no reforço imediato do patrulhamento das forças de defesa e segurança na cidade de Bissorã, nas tabancas e nas zonas consideradas de maior risco.

A segunda recomenda a realização de uma reunião de emergência envolvendo a Administração do setor, forças de segurança, régulos, chefes de tabancas, associações juvenis e organizações da sociedade civil, com o objetivo de definir uma estratégia conjunta de combate à criminalidade.

Por último, o Fórum exige uma investigação rigorosa sobre os acontecimentos registados no dia 29 de junho, defendendo que os responsáveis sejam identificados e levados à justiça, evitando qualquer tentativa de justiça pelas próprias mãos ou atos de vingança.

O FOSCSB reafirma ainda o seu compromisso com a promoção da paz, da convivência pacífica e da defesa da vida humana, sublinhando que apenas uma ação coordenada entre autoridades e comunidade permitirá devolver a segurança às famílias de Bissorã.

O documento é subscrito pelas organizações Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), RENLUV, OKANTO-MULHER, AMAE, RJDPDCZR, PRI, AMIC, SAN-BONTCHE e Fundação Ana Pereira.

Reportagem: Siaca Sissé

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